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O mundo das imagens se divide em dois domínios. O primeiro é o domínio das imagens como representações visuais: desenhos, pinturas, gravuras, fotografias e a imagens cinematográficas, televisivas, holo e infográficas pertencem a esse domínio. Imagens, nesse sentido, são objetos materiais, signos que representam o nosso ambiente visual. O segundo é o domínio imaterial das imagens na nossa mente. Neste domínio, imagens aparecem como visões, fantasias, imaginações, esquemas, modelos ou, em geral, como representações mentais. Ambos os domínios da imagem não existem separados, pois inextricavelmente n ligados já sua gênese. Não há imagens como representações visuais que não tenham surgido de imagens na mentes daqueles que produziram, do mesmo modo, que não há imagens na mente mentais que não tenham alguma origem no mundo concreto dos objetos visuais.
SEMIÓTICA DA FOTOGRAFIA - PÁGINA 107
Característica semiótica mais notável da fotografia reside no fato de que a foto funciona, ao mesmo tempo como ícone e índice. Por um lado, ela reproduz a realidade através de (aparente) semelhança; por outro, ela tem uma relação causal com realidade devido às leis da ótica. Por esse motivo, a imagem fotográfica é um "ícone indexical".
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ASPECTOS DO PROCESSO FOTOGRÁFICO
1. O fotógrafo como agente
Segundo Flusser: Quem observa os movimentos de um fotógrafo munido de aparelho (ou de um aparelho munido de fotógrafo) estará observando movimento de caça. O antiquíssimo gesto do caçador paleolítico que persegue a caça ma tundra. Com a diferença de que o fotógrafo não se movimenta em pradaria aberta, mas na floresta densa da cultura.
O mundo é entendido como território de caça fotográfico que se divide em dois grupos, observadores e observados. Controlar as imagens se converte, assim, em uma forma potencial de poder. Não se trata, entretanto, de um caçador neutro, mas de um caçador compulsivo.
2. O gesto fotográfico
Em seu magnífico ensaio grandeza e mistério de uma caixinha sagaz Arthur Omar. também chamou atenção para a necessidade de realizar a ANATOMIA do ato fotográfico que seja capaz de detalhar a sua estranha especificidade, fazendo a taxonomia dos elementos vindos de outas zonas da cultura que se entrecruzam e se recombinam de forma quando ele eclode. segundo Omar é transfiguração subjetiva proporcionada pelo ato.Na relação entre pensamento e luz, na alteração de ser que ocorre quando o pensamento e a luz se encontram no interior da câmera.
Ler o texto Las babas del diablo e assistir o filme Blow up de Antonini
3. O aparelho ou dispositivo como meio
Flusser definiu as imagens técnicas como aquelas que são produzidas por aparelhos que, por sua vez , são produtos de técnica, trazendo em si os atributos de um novo paradugma na produçào de imagens.
Foi Flusser dedicou grande atenção as questões implicadas no trinômio instrumento, máquina e aparelho
Para ele, os instrumentos se caracterizam pelo prologamento dos orgãos. A diferença fundamental é entre instrumentos e aparelho é que, enquanto os primeiros trabalham, os segundos não trabalham. É por isso que para ele, os fotógrafos não trabalham, agem, pois produzem símbolo, manipulando-os e armazenando-os. Na realidade, o que Flusser buscava aí estabelecer é a diferença entre máquinas que são utilizadas para a produção industrial de bens materiais os instrumentos, de um lado, de outro, as máquinas são capazes de produzir e reproduzir signos, os aparelhos, que foram inaugurados pela câmera fotográfica. Essa capacidade de produção sígnica, inscrita na própria materialidade dos aparelhos, Flusser chamou de programação. Por esse prima, o que caracteriza o aparelho fotográfico é estar programado, sendo as fotografias realizações de potencialidades inscritas no aparelho. Disso decorre a complementariedade entre fotografo e aparelho, a competência do fotógrafo e sua habilidade lúdica para explorar os potenciais da programação, devendo ser parte da competência do aparelho.
4. Fotografia: Ato revelado
No livro a câmara clara com conceito de STUDIUM , o interesse que uma fotografia pode despertar, apelo ao receptor. Do outro lado, o conceito de PUNCTUM numa fotografia é aquele acaso que nela fere, mortifica, apunhala, pormenor que salta da cena, como uma seta ferida, marca feita por instrumento aguçado. Sobre o choque que consiste menos em traumatizar do que em revelar o que estava bem escondido, que o próprio autor desconhecia ou de que não estava consciente.
Barthes elaborou uma gama de surpresas que os fotógrafos chama de performance
1- Raro, a raridade do referente
2- Reprodução de gesto colhido num momento da sua execução em que olhar normal não pode imobilizá-lo, quer dizer quando a foto imobiliza uma cena rápida no seu tempo decisivo.
3- Proeza
4- Contorções da técnica.
5- Descoberta uma cena natural que o bom repórter teve gênio, isto é, a oportunidade de surpreender
5. Fotografia e referente
Em câmara clara Barthes escreveu um ensaio praticamente dominado pela interpretação da fotografia sob o angulo das aparições do referente. Dubois em o ato fotográfico veio dar aderência do referente na fotografia uma leitura baseada na teoria dos signos de Pierce. Usando como ponto de partida as distinção entre ícone, índice e simbolo. Descartando como espelhos do real e sim como tracos do real.
Como signo indicial temos quatro princípios:
1. conexão física
2. singularidade
3. designação
4. testemunho
6. A distribuição fotográfica
A multiplicação infinita de fotos através uma matriz reprodutora, o negativo.
Ao mesmo que armazenam o mundo, as fotografia incitam seu próprio armazenamento. São guardadas em álbum emolduradas e colocadas sobre a mesa. Sã ritualio exibidas em jornais, revistas, classificadas pela policia.
Segundo Flusser, as fotografia são como folhas esperando serem distribuídas pelo processo de multiplicação ao infinito. Com os deslocamento da fotografia para o computador mesmo assim, a fotografia tem algo de arcaico, a sua subordinação ao suporte. A distribuição acabou por predeterminar a produção Quando fotografa, o fotografo o faz em função do canal em que sua foto sera distribuída, que dizer, em função de determinada publicação.
7. A recepção da fotografia
Partindo do ato de fotografar e o ato de decifração
1. A fotografar pode virar mania de torrentes de fotografia
2. Ações ritualizadas pelas quais são recebidas as torrentes de fotografias que sobre nós derramam.
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